Até logo!
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Programa Agentes Ambientais Populares do município de Mesquita (Rio de Janeiro)
TEMA: Ambientes aquáticos do Município de Mesquita
LOCAL DE APRESENTAÇÃO: Escola Ely Bahia.
O Município de Mesquita está desenvolvendo o Programa Agentes Ambientais Populares, que faz parte de um macro-contexto de qualificação ambiental, cujos objetivos são a formação de cidadãos capazes de interagir pró-ativamente na identificação e resolução de conflitos sócio-ambientais que permeiam a sociedade mesquitense em suas mais variadas formas e situações.
Para um efeito mais didático e menos cansativo para os agentes ambientais, subdividi nas seguintes temáticas:
1 – Ambientes aquáticos perenes e anuais (Preservação e equilíbrio)
2 – Elementos bióticos: Cadeia trófica (Equilíbrio dos habitats)
3 – Elementos abióticos
3a – Parâmetros físicos: turbidez, temperatura
3b – Parâmetros químicos: pH, GH, amônia, nitrito, nitrato, fosfato, DBO.
4 – Potabilidade:
4a -Fatores sanitários para consumo humano.
4b – Fases do tratamento da água: Filtragem, floculação, decantação, filtro de carbono, desinfecção.
5 – Doenças de veiculação hídrica: Amebíase, giardíase, gastroenterite, febre tifóide, paratifóide, hepatites e cólera.
6 – Doenças relacionadas à água: teníase, ascaridíase, esquistossomose, ancilostomíase, oxiuríase.
A 1ª parte da aula foi dedicada a localizar dentro do contexto municipal os locais-alvo do programa elaborado, que são os cursos de água vivos, ou seja, aqueles que ainda preservam condições de sustentarem vida subaquática. Nesta fase os alunos identificaram duas situações: o rio dona Eugênia que nasce dentro de uma Área de preservação permanente (Parque Natural Municipal de Nova Iguaçu) e corta uma parte do município de Mesquita. E a APA Mesquita, já dentro dos limites do antigo campo de instruções do Gericinó (Exército).
Utilizando-me de instrumental químico-analítico pude elaborar uma dinâmica laboratorial em sala de aula para derrubar um imaginário popular que traduz “água translúcida” como água potável. Propositalmente “fabriquei” uma amostra de água com valores absurdos de pH (8,0), GH (1), amônia (> 5ppm), nitritos (> 4mg/l), nitratos (>10ppm) e fosfatos (> 5mg/l) e provoquei um estímulo na busca pelas possíveis fontes contaminantes. Como contra-prova utilizei-me de um simples garrafão de água mineral presente na sala, cuja análise apontou absoluta normalidade de parâmetros.
Os testes utilizados são de uso específico em aquariofilia, mas pela precisão dentro do aceitável foram usados apenas como referências demonstrativas.
Fabricantes dos testes:
1 – pH: Alcon
2 – GH: Alcon
3 – Amônia: Alcon
4 – Nitrito: Nutriara
5 – Nitrato: Red sea
6 – Fosfato: Nutrafin
***Conclusão: Demonstro com esta metodologia que é perfeitamente possível agregar valores educacionais a prática da aquariofilia.
***O próximo município onde apresentarei esta dinâmica será Queimados no dia 23 de setembro de 2009.
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Na postagem “o valor de um teste – 1″, apresentei-lhes o teste de amônia que é dos mais importantes e agora volto um passo atrás e abordarei um teste tão popular quanto mal utilizado por todos nós: o teste de pH. Embora muitas pessoas saibam da importância do pH como parâmetro químico, são poucos os que compreendem-no a contento. Não basta saber se um meio líquido tem reação ácida ou alcalina, mas em qual faixa ou valor este se encontra . A maioria dos testes à venda é baseado numa escala de cores onde os valores variam sempre a cada 0,2 décimos de pH, é justamente ai que a porca começa a torcer o rabo – na verdade a cada variação de 0,1 existe um incremento de 10 vezes no potencial hidrogeniônico, logo se um peixe é biológicamente apto a viver em pH de 6,4 e o colocarmos num ambiente com 7,0 na verdade estamos impondo-lhe a agonia de 60 vezes (!!!!) mais alcalinidade que pode aguentar. Os resultados não tardam a tornarem-se visíveis: peixe começa a ficar pálido, não come direito, tem tremedeiras, fica imóvel no fundo, etc…. Não raro vai a óbito.
Como usar corretamente um teste de pH? Não basta seguir o que diz o fabricante, pois infelizmente o mercado está abarrotado de produtos e alguns não atendem os requisitos mínimos de usabilidade/manuseio. Em primeiro lugar toda leitura deve ser feita sob luz natural e jamais em ambiente iluminado artificialmente, pois o espectro luminoso da lâmpada altera a leitura de cor. O tubo sempre deve ser lavado para não guardar vestígios dos testes anteriores, por isso recomendo lavar debaixo de bastante água corrente.
Vamos dar uma pitada de realidade ao texto? Faça o seguinte: veja os valores de pH da água de sua torneira antes de ser tratada para uso no aquário, depois de tratada e diga-me se houve variação, e se houve, de que forma houve esta variação e porque.
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Acima: um nano 30×30x30 com uma torre e bomba 90 litros/hora (com redução de 50%)
É interessante como o tempo passa e novas tecnologias surgem e ficam acessíveis ao público. Filtros externos motorizados, canisters, internos de cartucho, internos modulares, etc…. Mas o que não consigo entender é a execração pública de um sistema de excelente capacidade biológica como o filtro de placa. Não conheço outro sistema filtrante que tenha tamanha capacidade de alojar bactérias, nem os tão corriqueiros anéis de cerâmica chegam perto.
Sabemos(eu e outros remanescentes dinossauros)que um filtro de placa só funciona sob algumas exigências, a saber: granulometria da areia entre 2~3mm, camada do substrato de 5 a 8cm, fluxo regulado de acordo com as circunstâncias. Para cada uma destas exigências é preciso adequá-la às características do aquário onde será montado e somente alguém com muita experiência neste tipo de sistema pode analisar cada uma delas.
É diferente de um sistema canister onde enche-se o sistema de água e liga-se o fio na tomada. Mesmo assim não conheço um canister que estabilize um aquário com mesmo de 40 dias, ao passo que num sistema de placas de fundo é perfeitamente possível que seja feito em menos de 20 dias. Basta que se conheça o sistema! E este conhecimento parece que foi jogado na escuridão das catacumbas do Vaticano!
Sempre me chamam de “retardado”, “jurássico”, “T-rex”, “ET”, “Anta paralítica”, entre outros elogios qdo defendo o filtro de placa, mas qdo este sistema surgiu no Brasil foi o que me levou a ter meu primeiro aquário decorado com densa floresta de aponogentons, criptocorines, anubias, e até nuphar japonica. ATENÇÃO: estou falando em 1970 e pouco!!!! Aquários plantados podem estar em evidência agora, mas não são novidade pra muitos “dinossauros” ou “retardados”….rsrs.
Um argumento muito usado pelos detratores é qto ao “nescau-café” que se forma debaixo da placa e que levam muitos a acreditarem ser “matéria orgânica em decomposição”. Nada mais errôneo que isto. Senão vejamos: o que é matéria orgânica em decomposição? Em 1º lugar: não tem nada se decompondo debaixo das placas, todo processo de degradação já ocorreu na camada que dá suporte as bactérias. Então não é matéria em decomposição!!! Então o que será? Resposta: é matéria inerte!!!! Tal qual num filtro canister que retém a sujeira nas esponjas, o filtro retém tudo que não for possível de ser reduzido pelas bactérias. Apenas uma mudança de local de retenção!
Experimente deixar um canister sem manutenção por um ano e veja o que acontece…. Será que ele vai continuar jogando água pela flauta? Ou será que vai queimar o impeller? Ou os dois?
É preciso entender uma coisa de uma vez por todas: seja qual for o sistema filtrante é necessário manutenção, e neste quesito o filtro de placa novamente leva a melhor….. pode ficar um ano sem manutenção, ou mais – dependendo da carga orgânica imposta ao aquário.
Então o filtro de placa só tem vantagens? Não! Existe uma limitação incômoda que é o número e variedade de peixes que devem coexistir em menor número que em outro sistema filtrante. Kinguios e carpas são péssimas aquisições, por exemplo, assim como a maioria dos ciclídeos pelos seus hábitos de revolver o substrato. Caracídeos são as melhores opções assim como barbos, tricogasters, colisas e outros aparentados.
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É interessante como o tempo passa e novas tecnologias surgem e ficam acessíveis ao público. Filtros externos motorizados, canisters, internos de cartucho, internos modulares, etc…. Mas o que não consigo entender é a execração pública de um sistema de excelente capacidade biológica como o filtro de placa. Não conheço outro sistema filtrante que tenha tamanha capacidade de alojar bactérias, nem os tão corriqueiros anéis de cerâmica chegam perto.
Sabemos(eu e outros remanescentes dinossauros)que um filtro de placa só funciona sob algumas exigências, a saber: granulometria da areia entre 2~3mm, camada do substrato de 5 a 8cm, fluxo regulado de acordo com as circunstâncias. Para cada uma destas exigências é preciso adequá-la às características do aquário onde será montado e somente alguém com muita experiência neste tipo de sistema pode analisar cada uma delas.
É diferente de um sistema canister onde enche-se o sistema de água e liga-se o fio na tomada. Mesmo assim não conheço um canister que estabilize um aquário com mesmo de 40 dias, ao passo que num sistema de placas de fundo é perfeitamente possível que seja feito em menos de 20 dias. Basta que se conheça o sistema! E este conhecimento parece que foi jogado na escuridão das catacumbas do Vaticano!
Sempre me chamam de “retardado”, “jurássico”, “T-rex”, “ET”, “Anta paralítica”, entre outros elogios qdo defendo o filtro de placa, mas qdo este sistema surgiu no Brasil foi o que me levou a ter meu primeiro aquário decorado com densa floresta de aponogentons, criptocorines, anubias, e até nuphar japonica. ATENÇÃO: estou falando em 1970 e pouco!!!! Aquários plantados podem estar em evidência agora, mas não são novidade pra muitos “dinossauros” ou “retardados”….rsrs.
Um argumento muito usado pelos detratores é qto ao “nescau-café” que se forma debaixo da placa e que levam muitos a acreditarem ser “matéria orgânica em decomposição”. Nada mais errôneo que isto. Senão vejamos: o que é matéria orgânica em decomposição? Em 1º lugar: não tem nada se decompondo debaixo das placas, todo processo de degradação já ocorreu na camada que dá suporte as bactérias. Então não é matéria em decomposição!!! Então o que será? Resposta: é matéria inerte!!!! Tal qual num filtro canister que retém a sujeira nas esponjas, o filtro retém tudo que não for possível de ser reduzido pelas bactérias. Apenas uma mudança de local de retenção!
Experimente deixar um canister sem manutenção por um ano e veja o que acontece…. Será que ele vai continuar jogando água pela flauta? Ou será que vai queimar o impeller? Ou os dois?
É preciso entender uma coisa de uma vez por todas: seja qual for o sistema filtrante é necessário manutenção, e neste quesito o filtro de placa novamente leva a melhor….. pode ficar um ano sem manutenção, ou mais – dependendo da carga orgânica imposta ao aquário.
Então o filtro de placa só tem vantagens? Não! Existe uma limitação incômoda que é o número e variedade de peixes que devem coexistir em menor número que em outro sistema filtrante. Kinguios e carpas são péssimas aquisições, por exemplo, assim como a maioria dos ciclídeos pelos seus hábitos de revolver o substrato. Caracídeos são as melhores opções assim como barbos, tricogasters, colisas e outros aparentados.
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Depois de tomar coragem suficiente para desmontar minha montagem inicial resolvi que iria sair um pouco da temática “nature aquarium” e voltar para o conceito de “optimale aquarium” ou aquário holandês, pois foi com este conceito que dei meus primeiros passos em aquapaisagismo. Como vcs podem ver usei poucas variedades para compor a montagem: Hemianthus micranthemoides, Lysimachia nummularia, Lobelia cardinalis anã, Blixa japonica, Ninphea rubra, Cryptocorine cordata.
Aqui já é visível o crescimento das mudas demonstrando que o substrato simples de húmus de minhoca tem uma durabilidade muito maior que o imaginário popular prega via internet. Este substrato já passa dos 2 anos e sempre suportando uma vegetação densa (antes deu conta de um carpete de glossostigmas) e nunca me deu dor de cabeça e muito menos “explosão de algas”, e também nunca vazou para o meio líquido.
Nesta fase de vegetação muito mais compacta e de alta demanda por nutrientes é que começo a adicionar fertilizantes comerciais. São: fórmula NPK 8-9-9 biofértil e microelementos aquafauna. A dosagem que optei foram 10 gotas do primeiro e 40 gotas do segundo. Logicamente com suplementação de gás carbônico em 1 bolha/2 segundos.
Entre cada foto transcorreram aproximadamente 30 dias e atualmente (05 de julho de 2009) está com este visual, já pedindo uma poda bem radical para deixar a paisagem mais compacta e sem o ar bagunçado que toma conta da parte dianteira e as duas laterais. Talvez deixe tudo crescer mais um bocado, pois pretendo utilizar as mudas em outra montagem num aquário bem maior que este aqui.
Muita gente pede o tal “set up” do aquário, que transcrevo:
- Aquário 40×40x40. Cortado e colado em casa mesmo. Custo foi de 22 reais, incluso um tubo de silicone flexite.
- Fauna: optei pelos caracídeos – Hyphessobrycon flammeus ou engraçadinho e são um cardume de 22 indivíduos.
- Substrato de húmus de minhoca tratado. A marca que usei foi “pé de serra”, que se mostrou muito pura. Usei uma camada de apenas 01 cm.
- Substrato de areia de piscina. Usei 5 cm de camada.
- Aquecedor boyu 50w.
- Termômetro digital Minipa.
- Iluminação: usei duas lâmpadas compactas de 6.500k/15w.
- Filtro externo millenium 1000. Tem vazão de 360 litros por hora. Detalhe: em mais de 10 anos de uso só troquei o refil 2 vezes.
- Uso regularmente o concentrado biológico NITROBIO (Veja postagem referente + testes), na dosagem de 1 gota para 3 litros de água, que me garante alta degradação de amônia e nitritos.
- Não uso aquasafe. Uso anti-cloro.
- O pH oscila entre 6,5 e 7,0 de acordo com a demanda de gás carbônico.
- GH fica cravado em 3, já que uso cloreto de cálcio x magnésio x potássio e bicarbonato de cálcio.
- Nível de nitrato fica sempre entre 2ppm e 3ppm.
- Fostatos totais sempre entre 1,0 e 2,5.
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Depois de tomar coragem suficiente para desmontar minha montagem inicial resolvi que iria sair um pouco da temática “nature aquarium” e voltar para o conceito de “optimale aquarium” ou aquário holandês, pois foi com este conceito que dei meus primeiros passos em aquapaisagismo. Como vcs podem ver usei poucas variedades para compor a montagem: Hemianthus micranthemoides, Lysimachia nummularia, Lobelia cardinalis anã, Blixa japonica, Ninphea rubra, Cryptocorine cordata.
Aqui já é visível o crescimento das mudas demonstrando que o substrato simples de húmus de minhoca tem uma durabilidade muito maior que o imaginário popular prega via internet. Este substrato já passa dos 2 anos e sempre suportando uma vegetação densa (antes deu conta de um carpete de glossostigmas) e nunca me deu dor de cabeça e muito menos “explosão de algas”, e também nunca vazou para o meio líquido.
Nesta fase de vegetação muito mais compacta e de alta demanda por nutrientes é que começo a adicionar fertilizantes comerciais. São: fórmula NPK 8-9-9 biofértil e microelementos aquafauna. A dosagem que optei foram 10 gotas do primeiro e 40 gotas do segundo. Logicamente com suplementação de gás carbônico em 1 bolha/2 segundos.
Entre cada foto transcorreram aproximadamente 30 dias e atualmente (05 de julho de 2009) está com este visual, já pedindo uma poda bem radical para deixar a paisagem mais compacta e sem o ar bagunçado que toma conta da parte dianteira e as duas laterais. Talvez deixe tudo crescer mais um bocado, pois pretendo utilizar as mudas em outra montagem num aquário bem maior que este aqui.
Muita gente pede o tal “set up” do aquário, que transcrevo:
- Aquário 40×40x40. Cortado e colado em casa mesmo. Custo foi de 22 reais, incluso um tubo de silicone flexite.
- Fauna: optei pelos caracídeos – Hyphessobrycon flammeus ou engraçadinho e são um cardume de 22 indivíduos.
- Substrato de húmus de minhoca tratado. A marca que usei foi “pé de serra”, que se mostrou muito pura. Usei uma camada de apenas 01 cm.
- Substrato de areia de piscina. Usei 5 cm de camada.
- Aquecedor boyu 50w.
- Termômetro digital Minipa.
- Iluminação: usei duas lâmpadas compactas de 6.500k/15w.
- Filtro externo millenium 1000. Tem vazão de 360 litros por hora. Detalhe: em mais de 10 anos de uso só troquei o refil 2 vezes.
- Uso regularmente o concentrado biológico NITROBIO (Veja postagem referente + testes), na dosagem de 1 gota para 3 litros de água, que me garante alta degradação de amônia e nitritos.
- Não uso aquasafe. Uso anti-cloro.
- O pH oscila entre 6,5 e 7,0 de acordo com a demanda de gás carbônico.
- GH fica cravado em 3, já que uso cloreto de cálcio x magnésio x potássio e bicarbonato de cálcio.
- Nível de nitrato fica sempre entre 2ppm e 3ppm.
- Fostatos totais sempre entre 1,0 e 2,5.
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Publicado em aquariofilia, aquário plantado, optmale aquarium